
“Cuidar de criança não é cuidar de um objeto. E crianças especiais exigem um olhar mais sensível do professor, de forma a identificar suas potencialidades e, a partir delas, explorar outras áreas. É tudo muito individualizado”. Dessa forma a professora Kátia Adurê descreve seu trabalho na Sala de Recursos da Escola Municipal Henrique Talone, na Capital. Ela, junto com outros professores, desenvolve com maestria essa sensibilidade de perceber o que cada uma das 78 crianças com necessidades educacionais especiais, matriculadas na unidade precisam.
E foi exatamente na Sala de Recursos que a professora Kátia encontrou o aluno do 5º ano Kauã Caleb Guerreiro Silva, de dez anos, com Altas Habilidades/Superdotação (AH/SD) e com dificuldade de aprendizado para algumas disciplinas. Juntos, eles construíram um carrinho de controle remoto com peças de lego, utilizando tecnologia de robótica. Além da professora Kátia, outros professores se destacam na missão de fazer um trabalho diferenciado com os estudantes que possuem habilidades especiais.
No primeiro momento, a partir de uma conversa com ele, a professora conseguiu identificar o que ele mais gostava de fazer e, diante da facilidade do aluno com o uso da tecnologia para criar coisas, foi proposto desenvolver um projeto completo, de forma a incluir diversas disciplinas e também outros alunos. Tudo de forma natural e espontânea.
A professora lembra que “foi um desafio, mas um desafio enriquecedor e gratificante. Fiz uma pós-graduação em Altas Habilidades para atender melhor o Kauã, já que as Altas Habilidades caracterizam-se pela elevada potencialidade de aptidões, talentos e habilidades. Eu o chamei e, juntos, pensamos no que fazer, dei algumas ideias para ele dentro do que eu sabia que ele gostava, até chegarmos à ideia de construir um carrinho com lego utilizando tecnologia de robótica. Pedi a ele que fizesse o projeto escrito, pois, dessa forma, trabalharia também questões didáticas como caligrafia, acentuação gráfica, pontuação, ortografia, dentre outras”.
Para Kauã, a ajuda da professora foi fundamental, “quando falei para a professora que eu adoro bloco de lego, ela falou que eu poderia fazer um bloco de lego, eu adoro mesmo montar carrinhos. Aí então a gente adotou essa ideia de fazer um carrinho de controle remoto, muito legal e até o controle é de lego”, apresenta o criador que se autointitula ‘programador’. A execução do projeto também contou com a importante participação do pai do aluno.
Mesa alfabetizadora
Outra tecnologia utilizada pelos professores da Escola Municipal Henrique Talone como ferramenta de auxílio na educação especial é a mesa alfabetizadora. Conforme o professor Tiago Brito, da Sala de Recursos, “um meio tecnológico criado especificamente para ajudar alunos com certos graus de dificuldades em algumas áreas. Então é um computador que tem uma tela que normalmente tem interação com um teclado, tem interação por voz através do microfone; por visual, que é através das placas, usa-se a câmera da mesa alfabetizadora e tem a interação pelos blocos com alfabeto que o aluno usa bastante. Todos esses blocos têm um volume mais aguçado, a gente pode aumentar ou diminuir. É uma mesa que possui uma estrutura de software que dentro dele o aluno pode acessar o computador, mas só que não precisa de interação com internet. Então, quando a gente pensa em computador, a gente já pensa num acesso a internet. Mas esse software é independente. Ele não precisa, pois funciona off-line”, explica.
O professor Tiago Brito lembra que “os desafios são diversos, pois cada aluno possui uma necessidade diferente. A diversidade de transtornos com a qual trabalhamos requer de nós muito estudo e criatividade para procurar técnicas diferentes para manter o aluno interessado no processo educacional. Técnicas para que ele se interesse no processo de educação e no processo de socialização, temos uma dificuldade muito grande de socialização e precisamos estar o tempo todo nos reinventando porque eles não gostam de papel, não gostam de nada estático, tampouco de escrever normalmente. Então nosso desafio diário é nos reinventar todo dia”.
A professora auxiliar da Sala de Recursos, Regiane Gomes Frazão, diz que utiliza muito essa ferramenta para contornar crises de alunos. Usando sua sensibilidade perceptiva, a professora consegue identificar o momento em que o aluno está prestes a enfrentar uma alteração de humor. “Essa mesa tem nos ajudado bastante e facilitou muito porque desperta o interesse das crianças. Quando percebo que um aluno fica agitado dentro da sala de aula, querendo ir embora, utilizo esse recurso e logo se estabilizam. Usamos a mesa para fazer eles se sentirem parte da história, construir e aprender de acordo com suas habilidades. Então já usei muitas vezes para evitar essa fuga do aluno, contornar situações delicadas. Foi uma ferramenta que nós ganhamos que faz uma boa diferença no ensino e aprendizagem das crianças especiais. Nossa escola é referência no atendimento às crianças especiais porque somos uma equipe que entende o outro, somos professores que percebem além dos alunos, temos um olhar além do pedagógico”, declara.
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