
Na busca de construir uma cidade mais inclusiva e moderna para proporcionar maior qualidade de vida aos moradores, a Prefeitura de Palmas concluiu as discussões da 2ª Audiência Pública para construção do Plano de Mobilidade Urbana Municipal (PlanMob). Na segunda rodada de debates, realizada durante o final de semana no Auditório da ETI Eurídice Ferreira de Melo, no Jardim Aureny III, com a participação da comunidade da região sul, foram apresentados diagnósticos nas áreas de mobilidade ativa, ocupação do território, segurança viária, logística urbana, entre outros assuntos estratégicos.
Um dos desafios indicados pelo estudo apresentado, é com relação à estrutura e acesso das calçadas da cidade. Cerca de 80% dos entrevistados apontaram que essas questões prejudicam a fluidez e a mobilidade nessas vias.
Um outro dado interessante mostrado pelo diagnóstico é sobre modalidades de transporte utilizadas pelo palmense. Segundo a apresentação feita durante a Audiência, a bicilceta é utilizada por 6,7% da poupalção para ir ao trabalho ou atividades escolares - número acima da média nacional, que é de 3%. Os dados apontam ainda que cerca de 25% dos deslocamentos em Palmas ocorrem via o transporte coletivo e, desse total, 45% da popupação usam o serviço para se deslocar de casa para o trabalho, e outros 33% para ir à escola (confira o diagnóstico completo no Mobilize -se ).
O técnico de segurança do trabalho e morador do setor Jardim Aureny III há mais de 30 anos, José da Conceição, falou que decidiu participar da audiência depois que ficou sabendo da realização por meio dos telejornais locais. "Gosto sempre de participar dos debates públicos, mas é uma pena que boa parte da população não participe para cobrar e contribuir com sugestões para melhorias dos serviços públicos", destacou.
As audiências públicas para a elaboração do PlanMob são realizadas, junto à população, desde 2022, ouvindo demandas e apontando soluções para a mobilidade urbana de Palmas. "É um trabalho que está envolvendo diversas secretarias, e as resoluções e diretrizes que irão compor o plano de mobilidade irão beneficiar, positivamente, o planejamento de outras demandas na esfera municipal, como nos departamentos de infraestrutura, saúde e educação", ressaltou o presidente interino do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Impup), Lúcio Cavalcante.
A professora da Universidade Federal do Tocantins, Bethe Dela Cruz lembrou que a realização da audiência em diferentes localidades do município é necessária para identificar as peculiaridades de cada setor. "É fundamental captar as opiniões de diferentes públicos. Estamos na expectativa de como o plano vai ser executado’, disse.
Lei Federal
A construção do plano atende às normativas estabelecidas no Plano Diretor Municipal, além de ser uma resolução prevista também na Lei Federal 12.587/2012, que exige que os municípios com mais de 20 mil habitantes elaborem seus Plano de Mobilidade. A construção do PlanMob é uma oportunidade para a capital tocantinense propor ações e orientar os investimentos a serem implementados pelos próximos 20 anos.
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