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Homem que morreu em presídio é enterrado após impasse judicial e três dias de velório

Dad Charada foi velado por cerca de 72 horas na casa da mãe. Ele é apontado como mentor de dezenas homicídios em Palmas. Defesa exigiu novo exame após documento apontar causa da morte como suicídio.

27/07/2023 às 11h04
Por: Redação Fonte: G1
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Após três dias de velório e impasse judicial, o corpo do presidiário Carlos Augusto Silva Fraga, conhecido como Dad Charada, foi enterrado na manhã desta quinta-feira (27), em um cemitério de Palmas. A história repercutiu nos últimos dias porque a família se recusava a fazer o sepultamento, à espera de um novo laudo para apontar as causas da morte. O exame foi determinado pela Justiça.

Dad Charada é apontado como mandante de 50 mortes em Palmas. Ele foi preso no Rio Grande do Sul e transferido para Palmas no dia 11 de julho. No domingo (23), foi encontrado morto em uma cela do Presídio Barra da Grota em Araguaína.

A informação inicial é de que o preso tenha tirado a própria vida. No entanto, a família não acredita em "suicídio", como aponta o atestado de óbito, já que Charada vinha recebendo ameaças. Um laudo foi feito pelo Instituto Médio Legal de Araguaína, mas os advogados Zenil Drumond e Iago Augusto Marinho entraram com pedido judicial para que um novo exame fosse feito pelo IML de Palmas. O corpo chegou em Palmas para o velório na madrugada de segunda-feira (24) e desde então estava sendo velado na casa da mãe de Carlos Augusto, na quadra 403 Sul.

A Justiça acatou o pedido na madrugada de terça-feira (27), no entanto o corpo só foi recolhido pelo IML no início da tarde desta quarta-feira, após a defesa se manifestar no processo alegando descumprimento da decisão. Após o exame, o corpo voltou para a casa da família na noite desta quarta. Por causa do impasse judicial, o velório se alongou e durou três dias.

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