
O Governo do Tocantins, por meio da Secretaria dos Povos Originários e Tradicionais (Sepot), vai acompanhar a situação das escolas na comunidade quilombola Kalunga do Mimoso, em Arraias. Em reunião realizada nesta terça-feira, 21, a pasta encaminhou a criação de um grupo de trabalho que visitará a comunidade com o objetivo de levar melhorias para a educação infantil no local.
A secretária de Estado dos Povos Originários e Tradicionais, Narubia Werreria, informou que pretende visitar a comunidade ainda este mês para conhecer de perto a realidade das escolas. “Uma das tarefas de nossa secretaria é a proteção dos direitos dos povos tradicionais e indígenas, logo, é importante ir até ao local para fazer o levantamento das demandas da comunidade e também ouvir as famílias. A gestão participativa é um princípio da nossa pasta”, afirmou.
As famílias do Kalunga do Mimoso pedem melhorias nas unidades escolares que atendem as crianças da comunidade. De acordo com a Coordenação Estadual das Comunidades Quilombolas do Tocantins (COEQTO), a Escola Municipal Eveny da Paula e Souza, que recebe crianças do ensino fundamental, apresenta graves problemas estruturais.
Há outras duas escolas no território. Uma delas é administrada pela Secretaria de Estado da Educação, que iniciou obras imediatas para sanar os problemas de infraestrutura na unidade. A escola passa por reformas nos banheiros e também vai ganhar caixa d’água e poço artesiano novos.
"O Governo do Estado, por meio da Seduc, tem se dedicado em melhorias estruturais e qualidade de ensino das unidades escolares nos territórios dos povos indígenas e tradicionais. Em números, temos hoje mais de 70 ações em comunidades indígenas, em escolas agrícolas da educação no campo e, também, ações voltadas às escolas quilombolas, como é o caso da que está aqui em discussão”, informou Marcus Tadeu Ribeiro de Barros, superintendente de Administração, Obras e Infraestrutura da Seduc.
A comunidade tem ainda um outro prédio que deveria abrigar uma escola municipal. A obra está parada há dez anos e é alvo de ação judicial.
A titular da Sepot destacou o papel moderador da secretaria na solução de conflitos envolvendo populações tocantinenses tradicionais. “A secretaria dos povos originários e tradicionais foi criada pelo governador Wanderlei Barbosa justamente para ter esse papel de transversalidade, porque quando se trata de povos indígenas e tradicionais a solução nunca está com uma entidade apenas. São diversas as entidades e órgãos, além da própria comunidade, com quem devemos conversar. Esse é nosso papel”, afirmou Narubia Werreria.
A coordenadora executiva da COEQTO, Maria Aparecida de Sousa, destacou a importância da Sepot na defesa das causas de comunidades quilombolas. “A secretaria se envolveu porque é um tema transversal. Através dela conseguimos dialogar com Defensoria Pública, Ministério Público, Seduc, e acreditamos que vamos conseguir solucionar brevemente o problema dessa escola para dar condições às crianças de estudar”, frisou.
Reunião
A reunião contou ainda com a participação de representantes do Ministério Público Federal (MPF), Defensoria Pública Estadual (DPE-TO), da comunidade quilombola Kalunga do Mimoso e da Prefeitura de Arraias.
Geral Correios atendem 1,3 milhão de aposentados sobre débitos indevidos
Geral Correios atendem 1,3 milhões de aposentados sobre débitos indevidos
Tocantins Governador Wanderlei Barbosa anuncia segunda edição do Taquaruçu Fest com a atração nacional Bell Marques
Tocantins Inscrições para especializações gratuitas ofertadas pelo Governo do Tocantins e pela UFT terminam nesta segunda-feira, 30
Geral Prazo para alistamento militar termina nesta segunda-feira
Tocantins Inscrições para especializações gratuitas ofertadas pelo Governo do Tocantins e UFT terminam nesta segunda-feira, 30 Mín. 21° Máx. 34°