
As obras do Museu Histórico Senador Itamar Franco, vandalizadas no dia 8 de janeiro, passaram por perícia da Polícia Federal (PF) nesta terça-feira (7). O objetivo é aferir o valor aproximado dos objetos danificados. A avaliação deve ser juntada aos processos judiciais para que os culpados, se identificados, sejam cobrados.
— São pecas únicas, que não têm valor de mercado óbvio. Essa análise vai ser juntada aos processos judiciais. Então haverá como cobrar — declarou Bruno Pitanga, perito criminal da Polícia Federal.
Os agentes utilizaram duas técnicas: o escaneamento 3D, que gera um modelo tridimensional para calcular o volume e verificar detalhes da peça; e o raio x, que mostra suas estruturas internas e fornece dados sobre a tecnologia de montagem e restaurações feitas.
— O tempo conta uma história desses objetos. Saber como a peça foi construída afeta o valor. Agora é partir para um trabalho de laboratório e juntar o material coletado para tentar chegar a um consenso sobre o valor de cada peça — ressalta Bruno.
O chefe do Serviço de Conservação e Preservação do Museu do Senado, Ismail Neto, acompanhou o trabalho e se disse surpreso pela sofisticação dos procedimentos empregados pela Polícia Federal.
— Eles fizeram uma análise das obras e trouxeram muitos equipamentos para isso. Analisaram, por exemplo, a constituição da moldura de folha de ouro do quadro do Gustavo Hastoy e a composição metálica do tinteiro imperial — destacou.
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