
O Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) participou, nessa terça-feira, 10, em Marianópolis, da 1ª audiência pública do projeto de revisão do Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental (APA) Ilha do Bananal/Cantão. A iniciativa marca o início de uma nova etapa no processo de atualização do instrumento de gestão da maior Unidade de Conservação (UC) do Tocantins.
Durante o evento, que teve ampla participação de representantes do poder público, da sociedade civil e da comunidade local, foram apresentados o plano de trabalho e o plano de comunicação do projeto, que nortearão as próximas etapas do processo. O objetivo é atualizar o plano de manejo com base em critérios técnicos e ampla participação comunitária, garantindo segurança jurídica, conservação da biodiversidade e desenvolvimento sustentável para os nove municípios que integram a APA.
A ação integra o Termo de Convênio nº 01/2025, firmado entre o Naturatins, a Universidade Federal do Tocantins (UFT), por meio do Instituto de Atenção às Cidades (IAC); e a Associação para o Desenvolvimento Sustentável do Tocantins (ADSTO).
O presidente do Naturatins, Cledson Lima, destacou que o evento representa um momento essencial na construção coletiva do plano de manejo. “As audiências públicas são um instrumento fundamental neste processo de revisão, pois é o momento em que a comunidade é ouvida e as políticas públicas são construídas. Esse é um espaço democrático, que reúne a população e todos os parceiros envolvidos. Com esta audiência, damos início a uma série de encontros que irão ocorrer nos nove municípios que compõem o território da APA Ilha do Bananal/Cantão. Estamos comprometidos em cumprir o cronograma e a nossa equipe está dedicada para garantir a execução desse trabalho”, ressaltou.
O coordenador-geral do projeto e presidente do IAC/UFT, Humberto Xavier, reforçou que o espaço é fundamental para que a população dos nove municípios participe, contribua e esteja presente. “Por meio do plano de manejo, vamos conseguir compatibilizar meio ambiente, produção e pessoas”, pontuou.
O presidente da ADSTO, Armardino Santos, lembrou que a audiência pública é resultado de décadas de espera e articulação. “O plano de manejo vai finalmente oferecer segurança jurídica à região do Vale do Araguaia, uma das mais ricas do estado. Essa revisão vai consolidar a preservação ambiental e possibilitar o desenvolvimento sustentável da região”, salientou.
A audiência também foi espaço para escuta das lideranças locais. O presidente da Associação da Agricultura Familiar do PA Macaúba, Waldir Alves de Mesquita, que representa 112 famílias do assentamento, enfatizou a importância de garantir segurança para quem vive e produz dentro da APA. “Respeitamos o meio ambiente e cuidamos das áreas de preservação, mas também precisamos de condições legais para viver e produzir com tranquilidade. O plano de manejo deve reconhecer quem já está no território e oferecer segurança para continuarmos nossas atividades de forma sustentável e estamos otimistas quanto à realização deste trabalho”, declarou.
Com essa primeira audiência, o processo de revisão do Plano de Manejo da APA Ilha do Bananal/Cantão avança fundamentado no compromisso com a preservação ambiental, a gestão participativa e o desenvolvimento sustentável. A expectativa é que, ao final do processo, o novo plano traga segurança jurídica, fortaleça a proteção da biodiversidade e se torne uma referência para outras Unidades de Conservação no Tocantins e em todo o país.
Planos de trabalho e comunicação
O plano de trabalho foi detalhado pela coordenadora técnica da revisão, Maria Carolina. A proposta está estruturada em quatro fases: mobilização, caracterização, zoneamento e elaboração do Plano de Manejo. "Este plano é o coração da revisão do Plano de Manejo da APA Ilha do Bananal/Cantão. Ele organiza todas as etapas do projeto, desde a mobilização das equipes e comunidades até a entrega final, garantindo que cada ação seja técnica, participativa e transparente. Com cronogramas detalhados, metodologias validadas e a integração de conhecimentos científicos e locais, esse documento assegura que o resultado equilibre conservação ambiental e desenvolvimento sustentável. Além disso, o envolvimento da população em oficinas e audiências públicas é essencial para que o plano reflita as reais necessidades da região, tornando-o mais eficaz e legítimo. Sem esse planejamento rigoroso, não seria possível alcançar os objetivos de proteger a biodiversidade e, ao mesmo tempo, apoiar as comunidades que dependem dessa área", detalhou.
A coordenadora de Leitura Comunitária do projeto, Sarah Rodovalho, apresentou o plano de comunicação, evidenciando a importância da informação clara e do engajamento dos diversos públicos envolvidos. “O objetivo do plano é garantir a transparência do processo e incentivar a participação. O plano de comunicação prevê o uso de redes sociais, carros de som, materiais impressos e encontros presenciais, além de um calendário participativo com oficinas, reuniões e audiências nos municípios”, explicou.
Os documentos completos do plano de trabalho e do plano de comunicação, que apresentam de forma estruturada as etapas, os objetivos, as metodologias e o cronograma previsto para o desenvolvimento do projeto, podem ser conferidosaqui.
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